Sistema de emergência de reator parou de funcionar e corre o risco de explosão.
Um segundo reator nuclear da usina de Fukushima apresenta problemas no Japão, horas depois das autoridades vazarem material radioativo para conter a pressão em outro reator da central, usando água do mar para evitar um aquecimento excessivo e uma explosão com consequências trágicas. O complexo foi danificado pelo forte terremoto de 8,9 graus que atingiu o país nesta sexta-feira (11). As autoridades japonesas disseram à rede de TV CNN que há risco de explosão.
O porta-voz da Tokyo Electric Power, a empresa operadora, “todas as funções de manutenção dos níveis de refrigeração do reator de número 3 falharam na usina”.
Segundo o porta-voz, “por volta das 5h30 (de domingo, 17h30 de sábado, em Brasília), a injeção de água parou e na parte interna a pressão está subindo levemente", afirmou.
A operadora já emitiu um relatório de emergência para o governo, sobre as condições da usina.
Japão retira 200 mil pessoas da região
O governo japonês já retirou cerca de 200 mil pessoas que vivem nos arredores da central nuclear de Fukushima.
Segundo informações da Reuters, a Agência Japonesa de Segurança Nuclear e Industrial, 160 pessoas foram afetadas pela radiação, apesar do governo afirmar que os níveis de radiação estão baixando.
Acidente em primeiro reator é o pior desde Chernobyll
O vazamento ocorrido na central número 1 de Fukushima foi avaliado no nível 4, numa escala que vai até 7, anunciou a Agência Japonesa de Segurança Nuclear e Industrial. A empresa responsável pela usina teve de liberar vapor radioativo para evitar o aquecimento excessivo do reator, o que poderia determinar um acidente mais grave.
A classificação 4 qualifica acidentes que não acarretam riscos muito significativos fora do local, segundo documentos da Agência internacional de Energia Atômica (AIEA). O acidente em Fukushima é considerado o mais grave desde a explosão da usina de Chernobyl na Ucrânia.
Em 1979, o acidente em Three Mile Island, nos Estados Unidos, ficou no nível 5 e o de Chernobyl, em 1986, no grau 7.
A nuvem radioativa pode atingir a península Kamtchatka, na Rússia, em menos de 24 horas. A informação é de uma dirigente local do serviço de vigilância sanitária, citada pela agência de notícias russa Ria-Novosti.
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