Engenheiros japoneses estão trabalhando para evitar um desastre nuclear na usina de Fukushima, que foi gravemente danificada durante o terremoto de sexta-feira.
Na usina, localizada na costa nordeste a 200 quilômetros de Tóquio, técnicos estão injetando água do mar nos reatores nucleares para tentar controlar a temperatura, já que o superaquecimento pode provocar explosões e acidentes.
Os responsáveis pela instalação afirmaram que o nível de radiação excedeu o limite legal durante algum tempo.
Uma explosão destruiu o teto do prédio onde está o reator no sábado e ainda havia riscos de novos problemas neste domingo.
O governo admitiu que outro acidente pode ocorrer, mas nega que isso causaria um vazamento de radiação. Duas outras usinas nucleares, Onagawa e Tokai, também registraram problemas.
Pior crise
Na manhã de deste domingo, o governo japonês afirmou que o país enfrentava seu maior desafio em 65 anos.
Embora o número oficial de mortos seja de 1.500 pessoas, a polícia estima que mais de 10 mil pessoas podem ter morrido apenas na região de Miyagi, uma das mais afetadas durante o tremor e o tsunami que devastaram a costa leste do país na sexta-feira.
Centenas de milhares de pessoas estão alojadas em abrigos em várias partes do país. Segundo o governo, algumas regiões já se deparam com a falta de água, alimentos e de combustível.
Muitos também estão sem eletricidade – 30% da energia do país vêm de usinas atômicas.
Alerta mundial
A ameaça de um grande acidente nuclear no Japão trouxe à tona preocupações em outros países a respeito da segurança desse tipo de instalação.
Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel descreveu a crise no Japão com um momento decisivo para o mundo. Segundo ela, os padrões de segurança nas usinas nucleares alemãs serão revistos.
O discurso de Merkel foi feito após um protesto, na véspera, reunir dezenas de milhares de manifestantes, que criticavam o projeto do governo de ampliar o uso dos reatores nucleares do país.
Nos Estados Unidos, o senador Joe Lieberman afirmou que Washington precisa interromper desenvolvimento de usinas nucleares, até que as lições do que ocorreu no Japão sejam aprendidas.
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