O reator, localizado na província de Ibaraki, fica cerca de 120 km ao norte de Tóquio, sendo o complexo nuclear mais próximo da capital japonesa. A usina foi desligada automaticamente depois do grande tremor do dia 11.
Horas antes, autoridades japonesas informaram à Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) da ONU que foram detectados níveis de radiação acima do permitido nos arredores da usina de Onagawa, na província de Miyagi. Segundo a agência de segurança nuclear japonesa, não há problemas com o sistema de resfriamento do reator de Onagawa, operada pela Tohoku Electric Power Company (TEPCO). A radiação seria proveniente da região vizinha de Fukushima, cujas usinas estão liberando vapor radioativo de forma controlada para aliviar a pressão dos reatores 1 e 3, parte do complexo Fukushima Daiichi. Foi decretado o mais baixo estado de emergência na usina de Onagawa.
"O alerta foi declarado depois que as leituras dos níveis de radioativade no entorno da usina nuclear mostraram níveis elevados. Autoridades japonesas estão investigando a origem da radiação", disse, em comunicado, a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês).
Na sexta-feira (11), dia em que o terremoto de 8,9 graus na escala Richter atingiu o Japão, a usina de Onagawa chegou a pegar fogo. Desde então, as atividades no local foram suspensas, assim como nas usinas Fukushima Daiichi e em Tokai.
Um dia depois, uma explosão em Fukushima causou apreensão. O secretário-chefe do gabinete do governo do Japão, Yukio Edano, respondeu rapidamente, e garantiu que a explosão não foi no contêiner do reator. Segundo ele, o vazamento radioativo no local não apresentou aumento desde então.
Neste domingo, a agência de notícia Jiji informou que a companhia elétrica responsável pela usina de Fukushima começaria a injetar água do mar no reator número 2. O objetivo é esfriar os equipamentos na unidade, a mais afetada pelo terremotos.
Da Agência O Globo.


