Milhares deixam região de Fukushima, onde terremoto seguido de tsunami causou problemas em reatores de usinas nucleares.
Enquanto busca sobreviventes e tenta se recuperar de um terremoto seguido de tsunami, o Japão enfrenta uma ameaça nuclear na região de Fukushima, a cerca de 250 quilômetros de Tóquio.
Milhares de moradores tiveram de deixar a região depois de vários reatores de usinas nuclares enfrentarem problemas. Segundo governo, até 160 pessoas podem ter sido expostas à radiação, mas nenhuma delas apresentou problemas de saúde até agora.
Veja imagens da região de Fukushima:
Foto: AP
Homem segura bebê enquanto espera para ter seu nível de radiação verificado em Koriyama, na província de Fukushima (13/03)
Como o sistema de resfriamento falhou, esse calor não foi dissipado. Por isso, autoridades optaram por permitir a liberação de ar e vapor com radioatividade em Fukushima 1. Como consequência, uma explosão ocorreu no sábado (12), sem danificar o reator.
Segundo o governo, apesar de a explosão ter causado uma diminuição dos índices de radioatividade e reduzido a pressão sobre o reator, foi necessário introduzir água do mar para tentar compensar as falhas no sistema de resfriamento. A situação ainda não foi completamente controlada.
O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, garantiu que a quantidade de material radioativo que vazou até agora é muito pequena e não representa perigo à saúde humana.
Maior terremoto do Japão
De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de 8,9 graus de magnitude que atingiu o Japão na sexta-feira foi o maior já registrado no país e o sétimo maior da história. O tsunami correu através do Oceano Pacífico a uma velocidade de 800 km/h - tão rápido quanto um jato -, antes de chegar ao Filipinas, Indonésia e Havaí e à Costa Oeste dos EUA, sem registro de grandes danos.
Até agora, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.
Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta
Com AP, BBC, AFP, EFE e Reuters
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