O secretário-geral do ministério líbio dos Negócios Estrangeiros, Khaled Kaïm, precisou, numa declaração no termo duma reunião sábado à noite em Tripoli com uma delegação liderada pelo coordenador humanitário Rashid Khalikov, que esta resolução é motivada por "agendas pessoais do secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, que pretende disputar o cargo de Presidente do Egipto".
A declaração, divulgada pela Agência Líbia de Notícias (JANA), indica que esta resolução é contraditória
e não tem nenhuma relação com à Carta da Liga Árabe cuja história nunca registou a tomada duma decisão contra um país árabe.
O responsável líbio sublinhou igualmente que mesmo o chamado "congelamento da participação das delegações líbias nas reuniões da organização" é um a medida ilegal e não jurídica e foi decidida por uma instância que não está autorizada a fazê-lo.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros da Liga Árabe apelaram sábado no Cairo (Egipto) ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para impor uma zona de exclusão aérea na Líbia e decidiram cooperar com o Conselho Nacional de Transição (CNT) formado pelos rebeldes que combatem o regime de Muamar Kadhafi.
A Liga Árabe está contudo oposta a qualquer intervenção militar estrangeira na Líbia tal como a União Africana (UA) que formou sexta-feira um painel de cinco chefes de Estado para ajudar a negociar um acordo de paz entre o Governo líbio e os insurgentes.


